não é uma quinta qualquer.

Quinta-feira ruim para se estar na presidência do Brasil, é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que é difícil acompanhar. De verdade, não sei mais o que acontece de tão diferentes para que os ânimos estejam tão exaltados. Mas sendo completamente leviana tenho três reclamações. Primeiro que posicionamento político não é fio condutor para um estilo de vida. Segundo, a política não funciona com a mesma lógica de time de futebol, onde as pessoas se diferenciam pela cor das camisas e partem para um confronto “meu time contra o seu”. Terceira, e ultima reclamação, parem de buzinar. Sério, ontem tudo que eu queria era conseguir ouvir o professor na aula sem as buzina de fundo de um carro que estava, aparentemente, andando em volta da universidade. Tirando essas coisas tenho me divertido muito acompanhando as noticias com a mesma atenção de quem acompanha sua série favorita.

Mas eu havia prometido que não iria me focar nas coisas ruins, então aí vai: estou animada com a perspectiva que surge com a possibilidade de uma reforma política. É um momento tenso que indica uma ruptura, essa ruptura pode significar muita coisas positiva em geral. E toda essa instabilidade é ótima, para essa geração que se diz altamente adaptável, empreendedora, inovadora. Agora vamos ver, nervos a prova. Toda essa experiência dará coerência para essa população que não passou por alguma experiência comum social significativa. Depois de toda essa confusão exaltada, os brasileiros terão em suas memórias essa situação compartilhada. Isso é ótimo, integrador.

E eu como estudante de história só consigo pensar em como Isso, que não faz o menor sentido, vai ser explicado didaticamente no futuro. São tantas condutas erradas, tanto exagero somado a manipulações e sensacionalismo que o verdadeiro objetivo no dia de hoje é se manter o bom senso, a sensatez. Mas espero o melhor, mais do que nunca é preciso ter esperança e começar a mudança pela parte de dentro de nós mesmos. De não nos deixarmos corromper  a moral, a defendermos valores que não ferem, não roubam e não privilegiam quem já é privilegiado. É saber reconhecer o outro como um igual, é reconhecer nossos defeitos, nossa capacidade e nossos privilégios. Desejar o melhor para sua própria vida e pra vida do próximo.

Vamos focar nas coisas boas: pelo menos sabemos de tudo Isso e  uma investigação caminha, meio capenga entre empurrões, pressões e influencias que agem o tempo todo de todas as direções.  Ao menos sabemos que essa é uma quinta-feira difícil para o país e não uma qualquer.

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