escrevendinho: sobre a vitória que é me permitir participar

Quinta-feira estou em casa sem saber direito o que fazer, eu tendo a ficar meio perdida sozinha, então, resolvi escrever algo aqui. E pra variar não sei muito bem sobre o que quero falar ou se realmente tenho algo pra falar, basicamente, os dilemas de sempre, mas lá vamos nós.

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Nesses últimos três dias eu participei como monitora de um evento de História, a ANPUH-PR, e foi bem interessante. Percebi coisas sobre mim, sobre o curso de história e sobre assuntos diversos,então, de maneira geral, foram dias muito instrutivos e um ótimo exercício de autoconhecimento. Como assim? Bem, pra variar no primeiro dia eu estava extremamente nervosa em fazer algo novo, bem assustada  e tive que resistir a vontade de vomitar meu almoço a caminho do evento e de correr pra casa fingindo que o evento não estava acontecendo. Por quê? Porque eu sou assim e faço dessas coisas! Muitas vezes eu não consigo resistir a essas vontades covardes que se apoderam de mim e acabo gastando tempo, dinheiro e a paciência de alguém atoa. Porque simplesmente chega na hora H e eu não consigo. Não consigo o que? Como assim? Não consigo sair de casa pra ir fazer a tal coisa nova, ou saio e não consigo entrar no lugar, ou entro e não consigo falar com quem tenho que falar e vou pra casa, direto pro meu quarto. Mas dessa vez eu consegui. Fui lá, me enrolei pelo patio da faculdade, entrei, me enrolei novamente como quem que só está ali por leve curiosidade, fiz as perguntas que precisava, percebi que todo mundo estava meio perdido, então, relaxei, eu não era a unica perdida e acabou que foram horas que passaram rápidas e até renderam uma tagarelice animada que meu namorado ouviu, ou fingiu ouvir, com atenção e interesse.

O evento acaba amanhã, eu não tenho mais atividades a cumprir nele e provavelmente nem passe no encerramento, mas tudo foi muito bom e até um pouco divertido. “Conheci” pessoas, entre aspas porque não me lembro o nome delas e não tenho seus contatos, falei com pessoas e,acho que isso é o mais importante de tudo, eu consegui manter conversas sem me sentir estúpida. Eu não consigo parar de sentir um estranhamento, porque claro, na hora eu ficava um pouco nervosa de estar sendo entrometida, das pessoas me acharem estupida ou que eu simplesmente não deveria estar ali…Mas sei que, provavelmente, ninguém ali estava pensando qualquer coisa parecida com isso em relação a mim. De qualquer maneira o que eu sei agora é que eu posso fazer isso,  sem qualquer problema. E que, nesse momento, estou orgulhosa de mim. Mas claro talvez as pessoas tenham visto os mais tolos medos nos meus olhos, mas não acho que alguém percebeu, não acho que as pessoas leiam os olhos de desconhecidos… Mas isso é outro assunto.

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