escrevendinho: dia 8, dia da Ana.

Mais um dos posts pessoais que preciso mostrar meu amor e ser grata pelas pessoas que estão na minha vida. Dia 8 de novembro é aniversário da minha amiga Ana Clara. E tem uma lição que aprendi esse ano é que palavras de carinho nunca é demais repetir para quem só faz bem pra gente.

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Eu conheci essa menina num cursinho para entrar num ensino médio técnico que costumava ser muito concorrido, isso foi em 2009. Muita coisa acontecia e eu aprendia acho que minha primeira lição dura da vida. Ela também estava aos trancos e barrancos com sua a sua própria. Não éramos intimas, mas eu percebi que ia algo mal com ela apesar da conversa fiada, das piadas e risadas. A gente é pega desprevenida ando alguém vê através da mascara que colocamos sobre nossa face, porque nossa expressão traria a tona muitas perguntas que preferimos, ou não podemos, ou ainda, não queremos responder. Acontece que estávamos lá, vendo uma a outra para além do que nós mesmas nos permitíamos olhar no espelho.

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Dia 8 de novembro foi seu aniversário. E nós nunca fomos assim muito carinhosas com palavras, mas sempre tivemos essa segurança do suporte da outra. Foi seu aniversário, e o que a falida aqui pode te oferecer de presente foi meu carinho, coisas para comer e um abraço. Você merece um mundo inteiro, um palco, um espetáculo, aplausos e mais aplausos de reconhecimento por ser uma artista. Por ser maravilhosa em tantas coisas.

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Obrigada por todos esses anos de convivência, companheirismo e de amizade da boa.  Feliz aniversário, que nesse novo ano você encontre pessoas maravilhosas em se caminho, que aprenda tantas outras coisas, dance muito, ria muito, se dedique e tenha energia para tudo que desejar. Quando momentos difíceis se aproximarem, você sabe onde me encontrar e você tem sempre todo o meu apoio. Não hesite em falar, pedir, mandar um sinal ou querer um abraço.Eu te amo. E eu irei protege-la. hahaha

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escrevendinho: 1 ano e 4 meses

1 ano e 4 meses que eu tinha muitas duvidas, mas me jogava de cabeça em um relacionamento. Acho difícil escrever sobre tudo que me deixa feliz, apesar de ser um exercício necessário e bom. Escrevo hoje porque preciso, porque ele merece, porque vale o registro e muito muito mais.  Escrevo pouco, é verdade, mas não existem palavras inventadas que sejam suficientes para me expressar sobre esses sentimentos maravilhosos.

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Todas as pessoas que conhecemos se espantaram, éramos tão diferentes e insuportavelmente semelhantes. Batemos de frente, fomos teimosos, verdadeiros cabeças dura, rimos, acreditamos e buscamos respostas de formas diferentes.  Vários desajustes que se ajustam.

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Muito obrigada por cada minuto nesse 1 ano e 4 meses, por sua atenção, amor e, principalmente, paciência. Os dias são mais leves, mais coloridos, mais animados com você.  Obrigada. Eu te amo.

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“O amor é como uma planta. Não podes simplesmente pô-lo num vaso e esperar que cresça. Tens de cuidar dele e de o regar.”

escrevendinho: Chinesa.

Esse é mais um dos textos que é parte desabafo parte carta.Apesar de eu não gostar do nome isso aqui acabou se tornando uma espécie de diário. Então, lidem com isso. A coisa é, tem uma Chinesa, que eu era muito próxima nos últimos anos de ensino médio. Ela me  ajudou muito quando eu precisei de apoio para me desvencilhar de uma pessoa que a tempos não era boa para mim. Estudamos hoje em campus diferentes. A distancia física não é imensa, mas, infelizmente, é palpável. Sempre tive horror de multidões, ela também, agora parece que há uma como barreira entre nós. Tenho noticias dela mais pelos outros do que por ela, é estranho.

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Em um tempo que eu precisava de atenção fiquei cheia dela furar comigo. Dela não ter força para mim. Fui egoísta em achar que era de propósito apesar de saber que e ela tem suas próprias batalhas diárias. Enfim, brigamos. Desejei tudo de melhor para ela, mas eu não estava conseguindo fazer ela sair da toca e acabava entrando eu mesma no meu próprio buraco. Eu não tinha forças. Me afastei.
Ainda sinto que foi o certo para mim, por isso não posso pedir desculpas por isso, mas preciso admitir sinto falta da Chineke. Não se entristeça com a sinceridade, você bem sabe que é o único jeito que sei ser com quem eu amo. A Chinesa ama sushi e costumava ser tão alto astral, ama margaridas e símbolos que trazem sorte, divertida, inteligente, feminina e adora uma estampa de abacaxi. Ligada nas modas, no esoterismo, nos papos leves e nos mais profundos. Conheço outras características dela, mas são coisas que não sei descrever e que nem todo mundo conhece. Porque ela não deixa, porque a insegurança toma conta e ela tranca dentro de si o seu melhor. Ela não sabia, mas dividir parte da minha vida com ela era fundamental. Ela era como uma cápsula de alegria, de leveza e bons momentos.

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Sinto muito se te disse palavras duras. Mas disse tudo aquilo porque quero seu bem. E porque, principalmente, tenho a delicadeza de um coice de cavalo para tratar de determinados assuntos. O  que você precisa saber é que ainda tem meu total apoio, carinho e preocupação. E eu realmente sinto sua falta. Sempre lembro de você, tento mandar boas energias, sei que precisa, sei que vai conseguir, você não está sozinha. E ei, eu to aqui. Não tem necessidade de agradar ninguém, só de ser você. Seja você, você é linda, tenho certeza que muita gente vai amar verdadeiramente quando te enxergar. Fica bem.

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Amizades são tão difíceis e complicadas quanto relacionamentos amorosos. Amizade é a espécie de amor mais difícil, mais complicada e, possivelmente, o mais duradouro. Sabe, eu tenho essa crença que as vezes nossa alma gemea pode não estar no sexo oposto e/ou constituir um sentimento amor-casal, as vezes nossa alma gemea é aquele irmão ou irmã que te apoia, leal, pau pra toda obra ou então a amiga de infância ou a amiga de alguns anos que perdemos contato por não ter consciência que nossos laços vão muito além de nossas delimitações físicas desse mundo.
O que é amizade para você?

 

escrevendinho: faculdade

Depois de vários minutos olhado para a tela do computador decidi sobre o que falar. Adoro meu curso, tinha tudo pra ser ótimo, pra eu continuar tão realizada quanto no primeiro semestre, mas não. O negócio é bizarro. Não funciona.

Busco me focar naquilo que prometi a mim mesma quando avisei minha família que iria fazer a prova do vestibular para história, eu seria boa nisso, eles teriam orgulho de mim.

Bem, estou terminando o segundo ano, não sou boa em nada e poderia jurar que sei menos coisas do que quando entrei na faculdade. Sou grata por ter aprendido coisas no estagio, tipo, o tipo de pessoa que não quero ser. E só agradeço pelo projeto na arqueologia que estou participando, onde estou aprendendo coisas que eu nem imaginaria que infelizmente a bolsa acaba esse mês. Mas meu desanimo tem uma fonte infinita, são coisas tipo: de zero perspectivas de sair de casa, de comprar um carro, de viajar ou de comprar qualquer coisa.

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Mas não é só essa falta de perspectiva financeira, o problema é também como as coisas funcionam na realidade. Ter acesso a projetos, ICs ou mesmo um estágio é bastante complicado. E ainda tenho a dificuldade de gostar de um tema que o professor que trabalha com ele e, que ainda me inspira algum interesse pelo curso, pela história,  não vai mais estar circulando pelos corredores nos próximos anos, nenhum outro professor toparia o tema. Ou, ainda,  gostar de outro tema e não ter acesso a uma outra professora, por esquemas internos do departamento que impedem que alguns professores deem aula em determinados turnos. E principalmente o problema é comigo, que tenho outra ideia, mas duvido da minha capacidade para realizar.

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Alguém deveria avisar que academia, antes de qualquer coisa, é fonte de frustração. qual a sua impressão? Solução? Experiência com a faculdade ou com a escola?

escrevendinho: improdutividade

Não conheço uma pessoa que em algum momento não tenha reclamado da sua alta capacidade de procrastinação e confessado certa culpa pela improdutividade desse tempo usado em nada. Pois é, acho que temos nossos momentos. Mas na faculdade, eu vou te dizer, isso é fonte de frustração infinita. No meu caso, o problema nem é tanto procrastinar o problema, a angustia me domina mesmo quando penso na minha improdutividade acadêmica.

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Postado na pagina do facebook Sarah’s Scribbles em 23 de dezembro de 2015

Tenho amigos que vão dizer – Que isso?! Você está se preocupando à toa, deixa pra se pressionar assim no seu mestrado. Talvez eu esteja mesmo, me preocupando um pouco além da conta, mas se eu quero ir para um mestrado tenho que começar algo agora, ou não?  A angustia vem do circulo vicioso que sempre caio. A situação é a seguinte: faço um trabalho, me interesso pelo assunto, tenho dificuldades em escrever o trabalho porque sinto que preciso pesquisar mais sobre o assunto, escrevo, fico infeliz com o meu trabalho, leio mais, entrego, infeliz com o resultado mesmo assim, penso em melhorar o trabalho, talvez um artigo, leio mais, tenho a impressão que menos eu sei sobre o assunto, escrevo um esboço, “É! Não esta bom ainda”, me sentindo meio demente por escrever tantas coisas  e estar ruim, ler mais é a solução, sem entender, leio mais, penso que sei menos ainda e preciso estudar mais, olho para o esboço, desisto de escrever.

Em resumo, quanto mais escrevo sobre um assunto que me interessa mais dificuldade tenho em escrever algo sério e, se escrevo, outra novela para me convencer que aquilo presta.

Resultado final de vários dias de estudo: nada é produzido.

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Vai ver é por isso que não gosto de revisar meus textos, quanto mais leio, menos vontade eu tenho de mostrar pra alguém. E, explica também, a minha resposta esquisitíssima quando alguém aparece e fala “li seu texto” e eu, em tempo recorde, terei mudado de assunto, dado tchau e saído, literalmente, correndo. 😀

Olha, tudo isso para admitir que não tenho solução pra improdutividade e nem pra insegurança. Tudo que sei é que é preciso insistir para não me deixar prejudicar. Sabe, eu me recuso a afundar.

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Se alguém  se sentir da mesma forma, vamos conversar, temos tanto em comum. 😉 E se alguém, por acaso, tiver a solução ou algumas sugestões entre em contato, por favor?!

escrevendinho:9 anos de amizade

Hoje, logo que acordei, conversei com uma das minhas melhores amigas. Parece bobo parar para escrever algumas poucas linhas sobre isso, mas é necessário. Hoje contei 9 anos de amizade entre eu e a Ana M. Essa menina sempre foi todo o complemento de alma que precisei, todo suporte estava ali, ao alcance em 15 min de ônibus. Ela e eu somos muito parecidas e, em diversos aspectos, muito diferentes também. Acontece que agora temos alguns quilômetros atrapalhando nossa conversa. Ah! E um oceano também.

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Desde o ano passado tomei a decisão, inconsciente, que não continuaria a me sentir desamparada sem ela. Porque eu estava cansada de me sentir sozinha. E, intencionalmente, me afastei aos poucos – ainda mais – dela. Eu queria frear o impulso, quase infantil, de correr contar as coisas pra ela, dela ser a primeira pessoa a vir na minha mente para convidar para qualquer coisa. Porque esse impulso me dava a sensação de estar batendo com a cara na porta. Err Milena, ela está em outro país, não pode ir com você. Dã Milena, ela tem mais o que fazer do que ouvir que você comeu requeijão e lembrou dela. Err Milena, você não tem mais uma amiga aqui. Dã Milena, sua amiga não está aqui, você está sozinha. Claro que com isso eu afundei nossa amizade de anos, 9 anos, quando facilmente cai na armadilha de “não ter tempo”, afinal estava trabalhando, estudando pra faculdade, na aula, com o namorado, com amigas aqui facilmente alcançáveis. Simplesmente me deixei levar. Eu não vou negar, fui egoísta. E me arrependo.

Acontece que sinto falta dela. Sinto falta do colo da minha amiga. Sinto falta dela chegar irritada na minha casa e dormir na minha cama sem nem ao menos me dar um oi que preste. Crescemos juntas, tomamos nosso primeiro porre juntas, trocamos confidencias, fomos bobas e apaixonadas por garotos que não nos mereciam, passaram varias pessoas por nós, nós não passamos. É engraçado como crescemos, como vivemos coisas tão diferentes. Como estamos em países diferentes. Eu sempre tão aventureira, queria conhecer o mundo com a mochila nas costas, só atravessei o oceano por ela. E ela, toda caseira, “vamos assistir um filme”, “te juro, você vai gostar desse desenho” conhece muito mais do mundo que eu.

Curiosos os caminhos da vida.

Sinto saudades de você minha amiga. Juro, aprendi minha lição: apreciar as pessoas que te fazem bem, apesar de qualquer distancia. Eu não te fiz um texto de aniversário, aceite esse, por favor.  Me desculpe por ter estado tão ausente. Eu te devo muito, eu te amo.

dscn0571PS. Eu se quer sei se ela percebeu, se sente falta, se acha que esse afastamento é natural. Se eu estiver sendo assustadoramente paranoica e saudosista, sinto muito.

escrevendinho: Vó

Quem me conhece sabe que as ultimas semanas foram complicadas. Estaria tudo bem se eu tivesse me dado o tempo de aprender e absorver algumas coisas e acontecimentos e não tentado lidar com tudo ao mesmo tempo. Hoje percebi que tenho me preocupado desnecessariamente com coisas que estão tudo bem, com coisas que não tenho poder nenhum sobre, coisas que simplesmente acontecem porque tem que acontecer.

Minha avó depois de quase um desgastante mês no hospital deixou essa vida de sofrimento e dores e, com certeza, muitas alegrias para continuar sua jornada em outro lugar. De alguma maneira, foi uma surpresa, ninguém esperava. A Vó já saiu de tantas coisas fazendo piada, mais forte do que nunca antes visto. Dessa vez, não. Dessa vez foi diferente.

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Ela fez sua passagem para um novo mundo, para o mundo que é tão antigo quanto a vida e completamente desconhecido por nós que somos fracos feitos de carne, osso e sangue pulsante. Tenho certeza que a senhora que conheci está muito bem, eu diria até mesmo que está melhor do que nunca. Isso me  alegra, mas ainda não é suficiente para preencher o estranho vazio que ela deixou em nossos peitos. Por mais que eu não estivesse ao lado dela todos os dias, é estranho saber que ela não está mais lá.

O velório e enterro foi o momento mais forte e triste da minha vida, ver seu corpo sem ela e, ainda, assistir a devolução da matéria a terra, me mudou. Ela deixou sua marca, uma marca tão forte que me fez diferente do que estava acostumada ser até então.

O que eu sei é que fiz o meu melhor para ajudar, para ser forte e agora para entender, compreender. E , hoje, nesse momento, percebi que o que eu quero mesmo dizer é: Obrigada. Vá com Deus Vó, que Ele te abençoe.